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Messi abre o jogo sobre timidez, terapia e manias: "Tenho um lado mais estranho"

Jogador revela lado metódico e dificuldade de comunicação durante carreira vitoriosa

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Messi abre o jogo sobre timidez, terapia e manias: "Tenho um lado mais estranho"
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Lionel Messi quebrou o silêncio habitual e concedeu uma entrevista rara e reveladora ao canal de streaming argentino Luzu TV. Aos 38 anos, o craque do Inter Miami abriu o coração sobre sua personalidade introvertida e surpreendeu ao se definir como alguém metódico e até “estranho” em sua intimidade. O astro deixou claro que prefere a discrição absoluta fora dos gramados:

“Não gosto de me expor, de estar nos meios de comunicação, se não for pelo que faço em campo, que é o que eu sei fazer”.

Durante a conversa de mais de uma hora, o camisa 10 detalhou um lado obsessivo com a organização que poucos conheciam. Ele admitiu que pequenas alterações na rotina podem desestabilizá-lo emocionalmente:

“Eu sempre fui organizado. Com a roupa de treinar, as coisas do futebol. Não gosto que toquem, tenho que saber onde está cada coisa”. Messi foi além e confessou suas excentricidades:

“A verdade é que tenho um lado que é mais estranho, eu gosto muito de estar sozinho. Meu estado de ânimo depende de muitas coisas, de pequenas bobagens… Se mudam o que eu tinha que fazer”.

Messi explica bloqueio emocional e o “fator Mateo”

A dificuldade de comunicação é outro ponto que incomoda o gênio da bola. Ele confessou que tende a internalizar os problemas e que já buscou ajuda profissional no passado:

“Eu não me comunico, eu assimilo tudo por dentro. Houve um tempo em que fiz terapia, em Barcelona, mas depois não fiz mais”.

No dia a dia, sua esposa Antonela Roccuzzo é o principal refúgio, enquanto o pai cuida das conversas esportivas.

Contudo, quando ele se “bloqueia”, apenas um membro da família consegue resgatá-lo rapidamente: seu filho do meio, Mateo, de 10 anos. Ele reconhece a falha em se fechar:

“É que me custa me expressar, comunicar meus problemas… Sei que é feio, mas é meu jeito”.

 

Carreira, estilo e redenção

O papo também fluiu para o futebol. Messi relembrou o início no Newell’s e a quase ida para o River Plate antes de fechar com o Barcelona. Sobre seu estilo, ele foi pragmático ao rejeitar firulas desnecessárias:

“Muitos dizem que eu não dou pedaladas… Nunca gostei, quando era criança fazia mais, mas na época nem existiam essas coisas que fazem com a bola”.

O momento mais dramático da conversa envolveu a quase aposentadoria da Seleção após a derrota na Copa América de 2016.

“Pensei em um momento que não ia mais, mas depois me arrependi muitíssimo, porque eu via as partidas da seleção e queria morrer”, segundo o jogador.

A persistência valeu a pena, culminando na Copa do Mundo de 2022:

“Graças a Deus, eu pude fazer tudo… Quando parecia que já era impossível, vieram os troféus com a seleção argentina”.

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