Futebol brasileiro

CBF vai anunciar mudanças na profissionalização da arbitragem

Projeto prevê salário fixo, bônus e rotina de treinos

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CBF vai anunciar mudanças na profissionalização da arbitragem
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A CBF realiza nesta terça-feira (27), às 15h, no Rio de Janeiro, a terceira reunião do grupo de trabalho da arbitragem, justamente na véspera do início do Campeonato Brasileiro. O encontro ganha peso estratégico: o principal tema será o avanço do projeto de profissionalização dos árbitros, considerado um dos pontos mais sensíveis do futebol brasileiro.

A proposta é modernizar o modelo atual a partir das melhores práticas internacionais. Para isso, a CBF reuniu clubes das Séries A e B, especialistas nacionais e estrangeiros e representantes da Fenapaf, além de entidades como STJD, Abrafut, Anaf e CBF Academy. O objetivo é construir um sistema mais estruturado, transparente e tecnicamente qualificado para a arbitragem.

Desde a criação do grupo, em 10 de outubro, a entidade vem promovendo uma série de debates focados em três eixos: profissionalização, educação continuada e investimento em tecnologia. A ideia é não apenas melhorar a qualidade das decisões dentro de campo, mas também recuperar a credibilidade da arbitragem brasileira, frequentemente questionada por clubes, atletas e torcedores.

 
Foto: Reprodução / CBF
Samir Xaud, atual presidente da CBF – Foto: Staff Images/CBF

Núcleo profissional a partir de 2026

O principal projeto em discussão é a criação do Núcleo de Profissionais de Arbitragem, que deve entrar em funcionamento já na Série A de 2026. O plano inicial prevê 30 árbitros contratados em regime profissional, com salário fixo, bônus por partida e contratos anuais.

Além disso, esses árbitros passariam a ter rotina semanal de treinos, acompanhamento psicológico, nutricional e preparação física, aproximando a categoria da realidade dos atletas de alto rendimento. Os demais árbitros do país também seriam integrados a um programa de capacitação contínua, criando uma escada de ascensão para quem atingir os padrões exigidos.

Ainda não há definição sobre valores. Nos modelos apresentados pela CBF, os salários variam bastante: vão de cerca de R$ 400 mil por ano, em sistemas semi-profissionais como o de Portugal, até aproximadamente R$ 2,5 milhões anuais, no modelo adotado pelos Estados Unidos.

A reunião desta terça deve ajudar a definir os próximos passos de um dos projetos mais ambiciosos já colocados para a arbitragem no futebol brasileiro.

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