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Zubeldía detona gramado após empate do Fluminense: "Impossível de jogar"

Técnico reservou boa parte da coletiva para falar sobre condições do campo do Germano Krüger, em jogo pela Copa do Brasil

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Zubeldía detona gramado após empate do Fluminense: "Impossível de jogar"
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Além do Operário-PR, o Fluminense também enfrentou o gramado do Germano Krüger, em Ponta Grossa, como um adversário no empate, nesta quinta-feira (23), pela partida de ida da quinta fase da Copa do Brasil. O treinador ressaltou que já esperava um jogo truncado, porém as condições do gramado atrapalharam o estilo de jogo da sua equipe. A partida, aliás, contou com a lesão de Martinelli com cinco minutos do primeiro tempo.

O argentino ainda pediu que os gramados estejam bons em favor da saúde do atleta. Além disso, frisou que a CBF “não pode permitir um campo assim, porque coloca em risco a integridade física dos profissionais”.

“Estamos jogando a cada 3,2 dias nesta etapa e seguiremos nessa média por 18 jogos, com viagens e horas de ônibus no meio. Tudo bem, mas o mínimo necessário é um gramado bom. Se não, os jogadores continuarão se lesionando. Já temos cinco ou seis no departamento médico. É muito difícil saltar do gramado sintético para o natural e depois cair em um campo como o de hoje. Quem viu pela TV percebeu; quem estava aqui, nem se fala. Se perguntar aos jogadores, dirão o mesmo: impossível de jogar".

Desta maneira, as equipes precisam de uma vitória para avançar às oitavas de final da Copa do Brasil. Um novo empate, a decisão vai para as penalidades. Os times, aliás, voltam a se encontrar no dia 12 (terça-feira), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.

 

Veja todo o desabafo de Zubeldía sobre o gramado

“Nestas partidas de Copa do Brasil, dentro deste contexto, já se esperava um jogo muito truncado, com muita dificuldade para trocar passes, como você está dizendo. O que eu mais lamento é que, aos 23 anos, tive que parar de jogar futebol por causa de uma lesão no joelho. Joguei muitas partidas profissionais em pouco tempo e em gramados diferentes; possivelmente, uma das causas da minha aposentadoria precoce foi a falta de cuidado. Joguei muito em pouco tempo, em campos distintos, com uma estrutura física para a qual eu não estava preparado”, disse antes de complementar.

A reflexão que faço hoje é que, em um jogo com o peso da Copa do Brasil — que tem uma organização muito boa e que eu considero uma ‘Libertadores interna’, onde todos os times têm chances de avançar em 180 minutos de mata-mata —, ao apresentarem gramados como o de hoje, não estamos cuidando do jogador. Era muito difícil praticar o futebol que costumamos fazer, mas isso não é o maior inconveniente, pois cada equipe tem sua força em seu campo. O que eu peço é que os gramados estejam bons em favor da saúde do atleta. Depois falamos do espetáculo; depois falamos de outros problemas que um gramado ruim traz”, ressaltou.

A organização não pode permitir um campo assim, porque coloca em risco a integridade física dos profissionais. Aos três ou cinco minutos de jogo, tivemos a lesão de um jogador fundamental como o Martinelli, que nunca se machuca. Peço uma reflexão sobre isso: havia tempo para organizar a partida em outro estádio, o que seria justo para ambos os lados, para o espetáculo e, principalmente, para a saúde do jogador.

Tudo o mais é difícil de analisar. Não dava para trocar passes ou criar jogadas no terço final, porque a bola sempre quica mal ou você precisa de três tempos para dominá-la. Foram sete finalizações de um lado e seis do outro — ou seja, muito pouco. Tivemos um pouco mais de posse que o Operário, mas é impossível jogar assim. Se o gramado não está à altura de um jogo importante, o jogo deve ser levado para outro lugar.

Estamos jogando a cada 3,2 dias nesta etapa e seguiremos nessa média por 18 jogos, com viagens e horas de ônibus no meio. Tudo bem, mas o mínimo necessário é um gramado bom. Se não, os jogadores continuarão se lesionando. Já temos cinco ou seis no departamento médico. É muito difícil saltar do gramado sintético para o natural e depois cair em um campo como o de hoje. Quem viu pela TV percebeu; quem estava aqui, nem se fala. Se perguntar aos jogadores, dirão o mesmo: impossível de jogar”.

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