Palmeiras acionará Textor na Justiça por declarações sobre manipulação de jogos
Empresário, que tem criticado a arbitragem brasileira desde o último ano, acusou recentemente o futebol brasileiro de corrupção

O Palmeiras anunciou na tarde desta segunda-feira (11) que tomará medidas legais contra John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, após acusações polêmicas feitas pelo empresário. Textor, que tem criticado a arbitragem brasileira desde o último ano, acusou recentemente o futebol brasileiro de corrupção, inclusive mencionando supostas manipulações de resultados em jogos do Campeonato Brasileiro, sem, no entanto, apresentar provas concretas. Entre as partidas citadas, destaca-se a vitória do Palmeiras sobre o Fortaleza por 4 a 0, no Brasileirão de 2022.
Em resposta, o Palmeiras emitiu uma nota oficial condenando as "declarações irresponsáveis e levianas" de Textor, reafirmando o compromisso do clube com a ética e o respeito. A diretoria do Verdão enfatizou a importância da autocrítica e do profissionalismo diante das adversidades, criticando a postura do empresário e manifestando respeito pelo Botafogo e sua história.
"Aceitar a derrota, por mais dolorida que ela seja, é o primeiro passo a ser dado por quem almeja se reerguer. Vale lembrar que, no ano passado, sofremos uma dura eliminação na semifinal da Libertadores, mas a superamos rapidamente porque tivemos autocrítica e não terceirizamos culpas. Em vez de administrar um momento de instabilidade com a frieza que se espera de um empresário, porém, Textor prefere se portar como um caricato cartola à moda antiga", declarou o Palmeiras.
As declarações de Textor surgiram após uma vitória do Botafogo sobre o Bragantino, ocasião em que ele alegou ter gravações de árbitros insatisfeitos por não receberem supostas propinas. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) solicitou ao empresário que apresentasse provas para sustentar suas acusações. Contudo, Textor pretende levar suas alegações para fora do âmbito desportivo, buscando apoio em instâncias judiciais maiores, incluindo o Ministério Público do Rio de Janeiro e de Brasília









