Goleiro do Milan reage contra racismo: "Não podemos jogar assim"
Maignan, que revelou ter ouvido "sons de macaco" durante o jogo contra a Udinese, destacou necessidade de ações concretas contra o racismo

O recente episódio de racismo no futebol italiano, envolvendo Mike Maignan, goleiro do Milan, durante o jogo contra a Udinese, trouxe à tona novamente a discussão sobre o racismo no esporte. Maignan se manifestou fortemente contra os insultos racistas que recebeu, destacando a necessidade de ações concretas para combater essa prática lamentável no futebol.
"Quando fui buscar a bola atrás do gol, ouvi sons de macaco e não falei nada. Depois aconteceu de novo, então falei com o árbitro e disse o que havia acontecido. Não podemos jogar assim. Não é a primeira vez, temos que enviar uma mensagem importante. Um sinal", disse o jogador, em entrevista à Sky Sports.
"Neste momento não gostaria de falar com as pessoas que fizeram isso, seria inútil. Para ajudar todos que sofrem o que sofri, precisamos de punição. Eles são ignorantes, devem permanecer em casa. Torcedores de verdade vêm ao estádio para torcer, essas coisas não podem acontecer no futebol. Eu não queria voltar. Todos vieram até a mim e então entramos em campo para vencer a partida. A resposta certa foi somar os três pontos", complementou.
A partida acabou sendo retomada após uma pausa de alguns minutos, durante a qual os torcedores foram advertidos sobre a gravidade de suas ações e informados de que novos incidentes racistas resultariam na suspensão definitiva do jogo.
A resposta da comunidade do futebol foi imediata e firme. No último sábado (20), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, propôs uma medida severa contra o racismo nos estádios: a derrota automática para os times cujos torcedores cometam atos racistas que levem à interrupção de partidas.









