Corinthians reduz capacidade do estádio numa ação contra o racismo
Clube retirou assento do setor onde torcedor chamou de macaco o goleiro do Palmeiras

O Corinthians retirou um assento da Neo Química Arena, numa ação contra o racismo. A cadeira ficava no setor onde ocorreu um caso de discriminação e, por isso, o clube decidiu deixar o espaço vazio numa demonstração de tolerância zero. Assim, no lugar onde ficava o assento, o Timão colocou a frase “Aqui o racismo não tem lugar” e um QR Code com informações sobre o assunto.
De acordo com a diretoria, o QR Code que explica como identificar e denunciar episódios de discriminação racial também estará em outras áreas do estádio e nas plataformas digitais do clube.

Na campanha que tem um vídeo nas redes sociais, o Corinthians mostra o setor com uma cadeira faltando. Além disso, exibe uma imagem da cadeira “voando” para sair da arena. Então, o painel mostra a redução da capacidade do número de torcedores: cai de 49.083 para 49.082. Como efeito didático, o Timão demonstra que as atitudes dos torcedores podem se refletir diretamente na estrutura da instituição.

Relembre episódio que motivou campanha do Corinthians
O caso de racismo que motivou a campanha aconteceu no dia 12 de abril durante um clássico contra o Palmeiras. Inclusive, um vídeo registrou a ofensa contra o goleiro Carlos Miguel, chamado de macaco por um torcedor. O vídeo foi gravado por uma torcedora do Timão no setor Oeste da Neo Química Arena. O dérbi terminou em 0 a 0 e, mais do que o resultado do jogo, a gravação do racismo é que ganhou destaque nas redes sociais, levando ambos os clubes a se manifestarem publicamente.









