Como chegam os Estados Unidos para a Copa do Mundo
Principais anfitriões do torneio, Estado Unidos não tiveram bons momentos no ciclo e chegam com incertezas ao torneio

Sendo sede da Copa do Mundo pela segunda vez, os Estados Unidos chegam ao torneio em uma realidade bem diferente da de 1994. Apesar de não ser o esporte mais popular, o futebol já cresceu muito no país, que possui uma liga profissional bem estruturada, que atrai grandes nomes, como Lionel Messi, atualmente.
Entretanto, o momento da seleção não empolga tanto seus torcedores. Sem disputar as Eliminatórias, os Estados Unidos fizeram apenas amistosos e participaram das competições continentais. Todavia, os estadunidenses tiveram um bom começo de ciclo, vencendo a Liga das Nações, batendo o Canadá na final. Porém, na Copa de 2023, a seleção, com um time alternativo, caiu nas semifinais, para o Panamá.
Nos amistosos que realizou naquele ano, venceu Uzbequistão, Omã e Gana e perdeu para a Alemanha. Na edição seguinte da Liga das Nações, mais um título, desta vez contra o México. Entretanto, mais uma vez, a decepção veio em uma competição continental. Mesmo sendo anfitriã, a seleção caiu na fase de grupos em uma chave com Uruguai, Panamá e Bolívia. A fraca campanha custou o cargo do treinador Gregg Berhalter.

Em seu lugar, veio o conhecido Maurício Pochettino. Porém, o argentino teve dificuldade no começo do trabalho, com derrota para o Canadá e empate com a Nova Zelândia. Somente na segunda Data Fifa veio a primeira vitória, contra o Panamá, mas perdeu o jogo seguinte para o México. Na Liga das Nações, desta vez, os estadunidenses decepcionaram, sendo eliminados para os panamenhos. Depois de derrotas para Suíça e Turquia, a seleção até conseguiu ter um bom retrospecto na Copa Ouro, mas perdeu para os mexicanos na final.
Nos últimos testes, os resultados deixaram um misto de esperança e expectativa. Por um lado, vitórias contra Japão, Austrália, Paraguai e goleada contra o Uruguai. Por outro, derrotas para a Coreia do Sul, Portugal e Bélgica, as duas últimas em março. No momento, os Estados Unidos ocupam a 16ª colocação no ranking da Fifa.
O destaque
Com o peso de jogar dentro de casa, Christian Pulisic chega mais uma vez ao Mundial como o grande jogador a seleção estadunidense. O jogador vai para a sua segunda Copa, tendo marcado um gol na edição de 2022 e vencido o prêmio de melhor em campo em três partidas.

Agora, Pulisic defende o Milan, com 129 jogos disputados pelo clube italiano, com 42 gols marcados. Já pela seleção, como principal estrela, o jogador balançou a rede 32 vezes em 84 jogos, sendo dez deles neste último ciclo.
O comandante
Com um nome já conhecido no futebol europeu, Maurício Pochettino tem o seu primeiro trabalho em uma seleção em um país diferente do que estava acostumado a trabalhar. Entretanto, o treinador encarou uma realidade de muita pressão, precisando de bons resultados para fazer uma boa campanha na Copa dentro de casa. Porém, o argentino não vem com uma imagem muito boa. Apesar de ter vencido 13 dos 24 jogos disputados, o técnico não conseguiu ter bom rendimento nas competições continentais, sem ficar com o título da Liga das Nações e da Copa Ouro.

Inclusive, disputar uma Copa não é uma novidade na carreira de Pochettino. Afinal, nos seus tempos de jogador, o então zagueiro disputou o Mundial de 2002, pela Argentina. Como treinador, teve passagens por grandes clubes do futebol europeu, como Tottenham, no qual ficou por cinco temporadas, PSG e Chelsea. Pelos Spurs, teve seu grande momento como técnico, disputando a final da Liga dos Campeões em 2019, perdendo para o Liverpool.

Campanhas em Copas
Os Estados Unidos tiveram realidades diferentes em suas participações no torneio. No começo, a seleção era completamente amadora, e participou dos Mundiais de 30, 34 e 50. No Uruguai, teve seu melhor resultado, terminando no terceiro lugar. Depois disso, se passaram 40 anos até o retorno estadunidense à Copa. Desde 1990, os Yankees participaram de todas as edições, exceto 2018, e chegaram até as quartas de final em 2002 e as oitavas em 2014 e 2022.
Time-base
Turner Dest, Ream, McKenzie e Robinson; Johnny, Tessmann, McKennie, Tillman e Pulisic; Balogun
O país
Os Estados Unidos são a maior potência do mundo atual, sendo o maior importador na economia global e o terceiro maior exportador de matérias-primas. O país é o quarto maior do planeta, com uma área de 9.371.175 km², e tem a terceira maior população, com 331.449.281 habitantes e sua capital é Washington.
Atualmente, o país é governado pelo polêmico Donald Trump. Em seu segundo mandato na Casa Branca, o presidente vem se envolvendo em conflitos globais e em uma escalada mundial de tensão entre as relações internacionais. Recentente, Trump atacou o Irã, gerando uma guerra no Oriente Médio e uma ameaça de boicote dos persas ao mundial. Por outro lado, no sorteio dos grupos da Copa, o líder estadunidense recebeu o “Prêmio da Paz da Fifa”.
Celebridades
Polo da indústria cultural do mundo, os Estados Unidos possuem os grandes nomes do cinema e da música mundiais. Artista e produções do país se apresentam por todo o planeta, principalmente no continente europeu e no restante da América, tendo muita influência e popularidade.

Destaque Hollywood, que é o principal centro de produção de filmes e séries, com a coroação dos melhores através do Oscar. Já na música, os Estados Unidos vivem um grande momento no gênero pop. A cantora Taylor Swift é o principal nome do momento, ficando com o segundo lugar global do Spotify, atrás apenas do portorriquenho Bad Bunny.
Além do cenário cultural, os Estados Unidos influenciam também o esporte mundial. Mesmo que o futebol não seja a modalidade mais assistida, o país tem grandes ligas que são acompanhadas por todo o mundo. A NBA, liga de basquete, tem os melhores jogadores do planeta, incluindo Lebron James, que segue em atividade aos 41 anos. A final da NFL, liga de futebol americano, Super Bowl, é acompanhada por mais de 200 milhões de pessoas. Por fim, outras categorias, como hóquei e baseball, também tem alcance global dentro dos seus cenários.

O que esperar dos Estados Unidos
Obviamente, a expectativa por uma boa campanha dos Yankees cresce com a pressão de jogar em casa. Porém, os resultados do ciclo não trazem muito otimismo à seleção estadunidense. Pochettino terá uma chave muito equilibrada enfrentando Turquia, Paraguai e Austrália. A expectativa é por uma briga intensa por uma vaga na próxima fase. mas os Estados Unidos já deram indícios que podem decepcionar, mesmo como anfitriões.









