Textor propõe aporte de R$ 128,5 milhões no Botafogo
Empresário afirma que investimento não é empréstimo e depende de aval do clube

John Textor, controlador da SAF do Botafogo por decisão liminar da Justiça do Rio de Janeiro, propôs investir 25 milhões de dólares (R$ 128,5 milhões) no clube. A oferta foi apresentada em carta ao quadro social na terça-feira (7), com o objetivo de reforçar o caixa sem gerar novas dívidas.
O empresário afirmou que o valor será aplicado como capital próprio, e não como empréstimo. A operação prevê a emissão de novas ações para viabilizar o aporte e fortalecer a estrutura financeira da SAF.
“Dinheiro novo e saudável entrando no clube”, afirmou Textor na carta.

Modelo do investimento
Segundo o empresário, o aporte será feito por meio de equity, com troca de recursos por ações ordinárias. O modelo mantém preservados os 10% de participação do clube social, conforme previsto em acordo.
“Este investimento está estruturado como um aporte de capital próprio (equity), com injeção de recursos na SAF em troca de ações ordinárias, fortalecendo a posição financeira do clube de maneira sustentável e responsável”, diz trecho da carta.
Textor destacou que a capitalização depende da emissão de novas ações e reforçou que não se trata de endividamento.
“Trata-se de um investimento e não de um empréstimo, ou seja, dinheiro novo e saudável entrando no clube”, afirmou.
Impacto financeiro e dependência de aval
O aporte se soma a outros 25 milhões de dólares (R$ 128,5 milhões) já previstos junto a investidores, totalizando 50 milhões de dólares (R$ 257 milhões) em capitalização. Segundo Textor, o montante ajudaria a garantir liquidez para salários e operações do clube.
“Os 10% de participação do Clube Social permanecem preservados, conforme previsto no Acordo de Acionistas”, afirmou.
A concretização do investimento, no entanto, depende de autorização do clube social. Textor afirmou que a SAF aguarda essa liberação desde janeiro.
“O aumento de capital tem como objetivo garantir liquidez imediata e de médio prazo, incluindo obrigações com folha de pagamento”, destacou.
O empresário também ressaltou que precisa do apoio interno para seguir com o plano. “O apoio e autorização do Clube Social são essenciais para seguirmos com o investimento”, concluiu.









